22/04/2010
Pesquisa envolveu canais especialistas de cinco países, entre eles o Brasil; demanda cresce por virtualização, cloud computing e mobilidade
A Microsoft revela nesta terça-feira (20/04) os resultados da segunda edição do "Microsoft SMB/Partner Insight Report", pesquisa realizada junto à comunidade de canais especialistas em pequenas e médias empresas.
Em 2010, cinco países entraram no radar do levantamento - Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Brasil e Índia, sendo que o mercado brasileiro teve o segundo maior índice de participação (28%), atrás apenas dos EUA (31%) -, com uma amostra total de 546 entrevistados.
A seguir, conheça as cinco principais tendências e atitudes das empresas do SMB, conforme apontaram os canais especialistas da fabricante:
1) Aumento dos gastos com TI
63% dos parceiros especialistas em Small Business da Microsoft vislumbram maiores investimentos em TI pelo SMB - aumento de 38 pontos na comparação com o estudo de 2009. Entre esse universo de canais, a média de crescimento esperada de gastos com TI em 2010 é de 16%. O Brasil supera essa projeção, com 79% das revendas apontando aumento das compras de tecnologia pelo segmento.
"A pequena e média empresa aprendeu que, para sobreviver na crise, o primeiro investimento a ser feito deve ser no TI. Essa conexão cria um momento de mercado único", afirma Ana Claudia Plihal, gerente comercial de pequenas e médias empresas e canais da Microsoft Brasil.
2) Crescimento X fluxo de caixa
40% dos canais consultados indicam fluxo de caixa é a principal preocupação dos pequenos e médios clientes. Mas os números apontam momentos bastante distintos entre os países.
Nos Estados Unidos e Inglaterra, fluxo de caixa é o principal motivo da falta de sono dos clientes do SMB (56% e 59%), respectivamente. Já no Brasil e na Índia, apenas 18% e 29% dos canais, respectivamente, apontam essa preocupação.
No Brasil, manter os sistemas de TI rodando (33%) e o crescimento dos negócios (31%) são as principais necessidades das empresas, segundo os parceiros especialistas.
3) Fazer mais com menos
Os clientes do SMB vão priorizar tecnologias que os ajudem em duas frentes principais: redução de custos - a partir de virtualização, consolidação da TI e cloud computing, por exemplo - e crescimento de negócios - com ofertas voltadas a aprimorar o desempenho do negócio, como sistemas de gerenciamento da relação com o cliente (CRM).
"A computação em nuvem surge pois entrega a mensagem de flexibilidade, segurança e viabilidade de custos", comenta Ana Claudia, que ressalta, no Brasil, o questionamento por parte do cliente quanto à capacidade da tecnologia em atender às necessidades específicas de seu negócio e de se integrar com soluções existentes.
O Software como serviço está entre as tecnologias prioritárias para o SMB, tanto para a redução de custos quanto para o crescimento. A plataforma também ajuda as empresas do setor a ganhar funcionalidade de nível enterprise, mas em uma base de utilização por usuário. Os canais especialistas acreditam no aumento dos investimentos na área em 2010, e apontam que 12% de seus clientes, hoje, já utilizam SaaS/aplicações hospedadas - no estudo de 2009, esse número era de 2%).
4) Mais colaboradores remotos, mais demanda por mobilidade
Com uma sutil variação de acordo com cada país, 70% a 82% das revendas especialistas em Small Business acreditam que seus clientes vão aumentar o número de profissionais remotos. "No Brasil, 74% dos canais mencionaram que os clientes estão pensando nessa configuração. Esse resultado cresceu 20 pontos em relação ao ano passado, o que introduz mais espaço para os parceiros e para a tecnologia de forma geral", analisa Ana Claudia.
Suportar esse movimento significará um aumento de demanda por infra-estrutura de rede, incluindo segurança, acesso a aplicações de negócios, ferramentas de colaboração e troca de informações em tempo real.
Os parceiros que defendem o aumento da quantidade de colaboradores remotos estimam que os clientes elevem esse nível em torno de 19%.
5) Importância estratégica do canal
O SMB tem enfrentado sérios desafios, especialmente o de crescer seus negócios com equipes de TI limitadas ou inexistentes. Como resultado, essas companhias buscam fabricantes e revendas de valor agregado (VAR) capazes de ajudá-las a tomar decisões estratégicas de negócio. "Dois terços dessas empresas dependem do parceiro da tecnologia. O papel que o cliente espera é de consultor, por isso temos que reforçar esse posicionamento do canal", diz a gerente da Microsoft.
De acordo com a executiva, 97% da comunidade de especialistas em Small Business no Brasil (356 revendas) é formada por pequenas e médias empresas também, com realidades muito semelhantes àquelas enfrentadas por seus clientes. Por esta razão, esse canal ainda tende a enxergar o fornecimento integral de tecnologia como operações muito complexas. "A maioria considera algumas relações grande demais e preferem indicar a oportunidade a realizar a venda, como no caso de fornecimento especializado em hardware ou CRM, por exemplo," comenta Ana Claudia. "Muitas vezes, ele nem tem estrutura para coordenar isso".